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Escolhendo não seguir os dons de Deus - Alexei Fernandes
Encontro com a vida


Este texto é do Alexei, novamente. Trata-se de um e-mail que ele recebeu e a resposta que enviou. Vale a pena conferir.

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Recebi um e-mail de um irmão, e quero compartilhá-lo com vocês:

"Alexei... infelizmente poucas pessoas percebem a imaginação, o pensamento e a criatividade como dons de Deus a cada um de nós.

Que desperdício, não é mesmo? Quantas histórias poderiam ser contadas, quantas palavras serem ditas, quantas reflexões provocadas, quanta vida compartilhada.

Estava lendo sobre um jornalista que se voluntariou para brincar como palhaço para crianças com leucemia no hospital. E ele fala sobre o valor de algo tão simples quanto fazer uma criança doente sorrir. Ele não podia curar seus corpos, mas por alguns momentos, trazia um pouco de alegria aos seus mundos. Lembrei do filme "Patch Adams: O amor é contagioso".

Muitas vezes, entre a imaginação e o fazer a diferença na vida de alguém está apenas uma pequena ação. É incrível pensar sobre como tudo que se tornou realidade, um dia foi apenas um pensamento, uma imaginação, uma visão que só existia na tela da mente de uma pessoa. Mas, o processo criativo me leva da imaginação à uma série de passos para sua transformação em algo concreto.

É pesaroso perceber o quanto nossa sociedade perdeu sua capacidade de refletir e sentir a vida. Parece que as pessoas preferem viver apenas a sensualidade; mas não a sensibilidade. De algum modo, elas perderam a alma. Estão se empedrando e brutalizando por dentro. Talvez como um mecanismo de auto-proteção para não sofrerem as ações brutas da vida; mas, de qualquer modo, estão se perdendo de si mesmas. E, se não prestarmos atenção entramos na mesma "canoa furada" também. E pensar no quanto Deus quer que sejamos apenas as pessoas que Ele nos criou para sermos."

Esta foi a resposta que enviei:

Caro irmão, sobre 'desperdício', 'perder a alma' e 'auto-proteção', há algo muito importante em comum: estar escolhendo não fazer.

Quando vem à nossa consciência a impressão de que é muito mais fácil atentarmos para o que não fazer; descobrimos o porquê de sofremos na vida: porque é mais fácil. 

Algo na realidade nos sinaliza o bom caminho, mas, é mais fácil dizer 'não', do que procurarmos - por conta própria - o que fazermos, diferentemente do modo pelo qual já estamos fazendo. 

Se estivermos fazendo de uma determinada forma, é porque fomos nós mesmos que a determinamos; e buscar outra forma, é rejeitarmos algumas decisões pessoais nas quais reconhecíamos nossa própria individualidade - o modo como nós mesmos fomos nos construindo - enquanto algo além do que recebemos dos outros em nossa formação. 

Na Bíblia tem uma frase que ilustra bem isso: 'Senhor, mata-me, porque não sou melhor do que meus pais.' Na verdade, agimos como se disséssemos: 'pode deixar que eu mesmo me mato, porque não sou melhor que meus pais'. Mato a alegria, mato a confiança, mato a sensibilidade, mato o amor enquanto possibilidade de escolha, etc.

Quantos profetas não agiram desta forma?  Poucos. Deus mostrou que, mesmo sendo assim, Ele entende, ao dizer: 'levanta e come', para o profeta.

Entender não é dar trela à destruição. Entender é orientar o filho à construir sua vida de outra forma. Temos estimulado a nós mesmos à nova forma de construir? Não, ficamos nos agredindo, nos culpando, nos denegrindo, ao invés de aprendermos o modo de auto-tratamento que Deus nos ensinou. 

No mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo pois vocês não são o que pensam do mundo, eu venci esse mundo que vocês imaginam dentro de si. (essa é uma interpretação pueril, mas foi surgindo com tanto prazer que a estou deixando).

É bom ficar batendo em si mesmo, rasgando as próprias vestes, etc, só porque não sou melhor do que meus pais?
Já que não sou, o que posso fazer melhor do que já estou fazendo?

Já tentei investir minhas emoções no dom que Deus me deu?
Cada dom é uma possibilidade espiritual: quando se age a favor dele, o Espírito Santo de Deus participa, de todas as formas, deste nosso momento. 

Alguém já viu isso acontecendo em sua realidade? E aí? Gostou? Continuar exercendo os dons de Deus nos dá sensações desconfortáveis - mesmo sendo maravilhoso agir no dom por um tempo limitado -, porque surge a necessidade de compartilharmos essa possibilidade com todos. Normalmente vêem o que fazemos como se estivéssemos fora dos padrões gerais, e o sentirmos o desconforto, é pela dúvida quanto a merecermos um dom.

Deus nos ajude diante de tamanha falta de fé !

Alexei.



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