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Mensagens para ler
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Quando o pequeno é grande e o grande é pequeno...
Encontro com a Vida

Eu penso que aquilo que Jesus vê como grande e o que as pessoas, normalmente, vêem como grande são  coisas bastante diferentes.

Leia os Evangelhos e veja por si mesmo.

 

Quando os discípulos de Jesus estavam saindo, juntamente com Ele, do templo em Jerusalém, um deles disse: “Olha, Mestre! Que pedras enormes! Que construções magníficas”! (Marcos 13:1 – NVI).

 

É muito claro que aquele discípulo estava impressionado com o que via. E, parece que para aquele discípulo, como para a maioria de nós, grande é aquilo que a gente consegue ver com os nossos olhos naturais.

 

Para nós, grande é o que está do lado de fora. Grandes são as realizações. Grandes são os feitos. Grandes são as construções. Grande é o que pode ser mostrado e colocado diante dos outros. Grande é a atuação diante das pessoas. Grande é o desempenho de cada um. Grandes são as produções e as façanhas humanas.

 

E é assim, porque é isto que chama a nossa atenção e o que nos impressiona e fascina.

 

Só que momentos antes deles saírem do templo, Jesus estava assentado, olhando as pessoas colocando suas ofertas no templo. O texto diz que muitos ricos lançavam ali “grandes” quantias.

 

O que é interessante é que nada daquilo parecia chamar a atenção ou impressionar Jesus.

 

Até que uma viúva pobre chegou e colocou duas pequeninas moedas de cobre, de muito pouco valor.

 

Jesus chama os seus discípulos e lhes diz que aquela viúva pobre tinha dado mais do que todos os outros. E lendo as palavras de Jesus, eu aprendo que a grandeza da oferta daquela viúva pobre tinha haver, não com o valor que ela havia doado; mas, sim, com a grandeza do seu coração.

 

Então, o que é grande para Deus?

 

Sinceramente, olhando Jesus e lendo os Evangelhos, eu aprendo que grande para Deus tem haver é com a atitude do coração das pessoas. Grande para Jesus tem haver com as escolhas do coração de cada um.

 

Por isso, grande é a confiança de quem apela unicamente para a graça, misericórdia e compaixão de Jesus; grande é a generosidade de quem é pobre, mas, ainda assim, enriquece a muitos; grande é a solidariedade de quem consegue enxergar a dor dos outros e não apenas a sua; grande é a capacidade de se despojar para socorrer os que precisam; de descer para levantar quem está caído; de chorar lágrimas que não são suas, mas de outros que estão sofrendo; grande é a capacidade de servir; grande é o amor, a afeição, a perseverança e o caráter.

 

Jesus não disse que as pessoas iam glorificar o Pai que está nos céus quando vissem as nossas grandes edificações, construções, realizações, produções, empreendimentos e talentos; mas, quando vissem as nossas boas obras.

 

É assim e só assim que a luz brilha.

 

Quando as pessoas repartem o pão com o faminto, a água com o sedento; socorrem o necessitado, se importam com o órfão, a viúva e o desamparado; se compadecem dos doentes, e são capazes de reconhecer sua própria pobreza e chegar-se a Deus com as mãos completamente vazias; ser misericordiosas como o Pai é misericordioso, capazes de chorar e de se sensibilizar diante da dor e não pedradas no coração; mansas, humildes, puras de coração e sem intenções desonestas ou motivações perversas, famintas e sedentas da verdadeira justiça, pacificadoras, promotoras da paz, e, perseguidas, não por fazerem o que é mal, mas por praticarem o que é bom e por amarem a Jesus.

 

Quando eu olho para Jesus, fica claro que Ele nunca procurou ser grande diante dos homens.

 

Ele não buscava a popularidade e a fama. Não fazia publicidade de si mesmo. Não fazia marketing pessoal. Não procurava as multidões. Não era seduzido pelo sucesso. Não tornou sua mensagem em um produto de consumo. Não era fascinado pela glória deste mundo. Não ostentava quem era.

 

Ele apenas era quem era.

 

Ele nasceu em uma estrebaria na pequena cidade de Belém. E o público presente naquele momento único e sublime, humanamente falando, além de Maria e José, talvez, tenham sido alguns animais que ali pastavam.

 

Ele cresceu e foi criado na desprezada cidade de Nazaré, aprendendo o simples ofício de um carpinteiro.

 

Seus discípulos eram pessoas a quem nenhum outro Mestre desejou ou desejaria chamar para o seguir.

 

Quando Ele foi traído e preso, todos o abandonaram.

 

Sua morte aconteceu fora da cidade de Jerusalém e foi assistida, de perto, apenas, pelos soldados que comandavam a execução; pelos criminosos que morriam crucificados, à sua direita e esquerda; por sua mãe, Maria; por João, o discípulo amado e por algumas poucas mulheres que o seguiam.

 

Ele poderia ter passado completamente despercebido; no entanto, sua vida divide a História em antes e depois de Sua vinda.

 

Porque nunca houve, não há e jamais haverá alguém tão grande como Jesus.

 

E o caminho que Jesus trilhou é o mesmo que Ele chama aqueles que o seguem para trilhar.

 

Para Deus o grande pode ser pequeno e o pequeno pode ser grande.

 

Pode não aparecer diante dos homens, mas o Pai que está em secreto vai recompensar. Ninguém parece estar vendo, mas Deus vê.

 

Pode ser que ninguém nunca ouça falar desta pessoa, aqui neste mundo; mas, que o seu nome esteja sendo confessado, pelo próprio Senhor Jesus, diante do Pai que está nos céus e de todos os seus anjos.

 

Desconhecido dos homens, conhecido por Deus. Pequeno para os homens, grande diante de Deus.

 

E, no final de tudo, é isto que importa.

 

Pense sobre isto.

 

Paulo Cardoso

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