Pesquisa
.: Home
.: Contato
.: Mensagens para ler
.: Mensagens em Áudio
.: Textos de outros
.: Ouça online
.: Links interessantes
.: Aconselhamento
.: English version
.: Pesquisa
.: Recomende
Mensagens para ler
Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar
Mas, e a mensagem?
Encontro com a Vida

Foi Jesus quem perguntou certa vez: “de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?”.

Eu sou de um tempo em que ser seguidor de Cristo não era nem um pouco popular. Por exemplo, eu estudei em uma escola que em meio a cerca de trezentos estudantes eu era o único que declarava abertamente seguir a Jesus.

Lembro que no meu primeiro dia de aula, em uma sala com quase cem alunos, o professor perguntou: “Tem algum crente aqui?” e eu fui o único que me apresentei.  Lembro como todos olhavam para mim como se eu fosse um ser “de outro planeta”.

Mas, lembro também quando um de meus colegas foi pela primeira vez a um culto da igreja que eu frequentava, naquela época, e me disse que nunca havia visto nada igual em sua vida. E isto sem nenhuma banda famosa, grupos de dança, orações fortes, apelos emocionantes, declarações e atos “proféticos” ou pregadores performáticos.

A única realidade com a qual ele se encontrou foi a presença de Jesus através da pregação simples e genuína de Sua Palavra. E, naquele tempo, isto bastava.

Não é interessante que Jesus nunca buscou glória, fama, influência ou poder deste mundo? Não chama a nossa atenção como Ele nunca fez marketing ou propaganda de Si mesmo?

Não é impressionante como Jesus realmente não se importava em ser seguido por multidões, mas que o que interessava para Ele eram as pessoas? Será que não nos leva a pensar o fato que Jesus nunca traçou estratégias para o crescimento do Seu movimento, até porque uma leitura simples e honesta dos Evangelhos mostra claramente que Ele não estava criando nenhum?

Pense que Jesus nunca se apresentou como um movimento, Ele se apresentou como o Caminho, a Verdade e a Vida.

Jesus não estava criando um “colégio apostólico” ou uma organização, mas estava chamando gente de todo tipo e de toda parte a segui-Lo no chão da existência humana.

Quando Jesus falou sobre a vinda do reino de Deus, Ele foi absolutamente claro ao dizer que o “reino de Deus não vem com visível aparência e ninguém irá dizer: ‘Ei-lo aqui ou ali’, porque o reino de Deus está dentro de vós”. Quando o governador Pilatos perguntou a Jesus se Ele era rei, sua resposta foi clara e direta: “agora, o meu reino não é daqui”.

O problema é que na ânsia por crescimento numérico; na busca por poder espiritual sem um embasamento verdadeiro na vida e no ensino de Jesus; na euforia das grandes reuniões e eventos; nas divisões sem fim em nome de uma nova visão, mover e revelação “da parte de Deus”; no pensamento de que precisávamos ser mais “profissionais” naquilo que estávamos fazendo e por causa de um sentimento de que precisávamos ser aceitos e incluídos no meio da sociedade como um movimento relevante, nós podemos ter perdido o mais importante de tudo: a mensagem, o conteúdo e a essência.

Você já conheceu alguém que tem uma belíssima aparência, mas quase nenhum conteúdo interior? Gente que atrai pela sua beleza, talento, desenvoltura, bom humor, carisma, arte, apresentação, profissionalismo, cultura, capacidade de envolver as pessoas e emocioná-las, mas que, de fato, não tem um real conteúdo no que se refere às questões mais importantes da vida?

Agora pense que para quem se propõe a seguir a Jesus, mensagem, conteúdo e essência são simplesmente inegociáveis. E isto porque a mensagem, a essência e o conteúdo de tudo é Jesus. Tudo no Evangelho é sobre Ele.

Tudo existe por causa dele, por meio dele e para Ele. Dele é a supremacia, a primazia e nele habita toda a plenitude. Tudo fala dele, aponta para Ele e se cumpre completamente nele. Ele é a Cabeça, a razão, o propósito e o centro de todas as coisas. Jesus e somente Jesus.

Agora, é claro que nós estamos falando de Jesus e usando o Seu nome, mas, foi Ele mesmo quem disse que “nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus”. E é aí que eu preciso parar e refletir.

Jesus disse que nos últimos dias muitos viriam em Seu nome e enganariam a muitos. Ele disse que haveria muitos falsos Cristos e muitos falsos profetas. Ele disse que no último dia pessoas diriam que em Seu nome haviam expulsado demônios, profetizado e realizado milagres, mas que Ele mesmo nunca as havia conhecido, porque eram pessoas que praticavam a iniquidade.

Agora, será que pregar um “outro” evangelho que não o único que Jesus viveu e ensinou não seria iniquidade? Será que isto não é ser injusto com aqueles que precisam conhecer a Cristo?

Hoje eu vejo pessoas dizendo-se cristãs espalhadas por toda parte. Mas onde está o conteúdo do Evangelho da graça de Deus? Onde está a mensagem simples de Jesus? Onde está a essência? No que nós estamos crendo e o que é estamos realmente anunciando para as pessoas?

Será que olhando aquilo que nós estamos fazendo, em nome da fé, e ouvindo nossas canções e pregações, as pessoas podem realmente chegar a conhecer a genuína mensagem de Jesus?

Jesus nos chamou a segui-Lo, a andar após Ele, a sermos Seus discípulos, a tomarmos sobre nós o Seu jugo, o Seu ensino e aprendermos dele que é manso e humilde de coração, encontrando assim descanso para as nossas almas.

A questão, hoje, é que o foco não está sendo mais em Jesus Cristo, e, sim, na igreja-instituição-denominação, nas nossas reuniões, eventos, realizações, lideranças e estruturas.

É claro que quando somos de Cristo, nós estamos ligados a Ele e aos nossos irmãos e irmãs na fé, da mesma forma que os membros estão ligados ao corpo ou como os ramos à videira. A Bíblia descreve a Igreja como homens e mulheres que procedem de toda tribo, língua, povo e nação que foram comprados para o nosso Deus pelo sangue de Cristo na cruz.

É aí que nós precisamos nos reunir e não negligenciar o congregarmos com os nossos irmãos-amigos na fé, como é costume de alguns; mas o centro absoluto de tudo, a razão de tudo e o propósito de tudo é Cristo e não nós.

Infelizmente, o convite que mais está sendo feito hoje não é mais para irmos a Jesus, como era no passado, mas para comparecermos a reuniões. O atrativo não é mais a pessoa de Jesus Cristo, mas as bênçãos que as pessoas podem receber se vierem a uma reunião, ou, então, se participarem das atividades que estão ali sendo realizadas. As pessoas estão falando muito mais da igreja-instituição-denominação e de suas realizações do que de Cristo e de Sua obra consumada na Cruz em nosso lugar. Os testemunhos são muito mais as bênçãos materiais, sentimentais, profissionais e físicas que as pessoas receberam depois que conheceram aquela igreja-instituição-denominação, do que a diferença que Cristo fez e faz em suas vidas. Na maioria das vezes, o que Cristo realizou na cruz não é nem mesmo mencionado.

Você já parou para pensar nisto?

A falta de conteúdo do Evangelho em nossas vidas está assumindo proporções tão grandes que estamos sendo levados por toda sorte de outros ensinos que estão tomando o lugar da simples e genuína mensagem de Jesus que encontramos nas páginas dos Evangelhos.

Será que nós não estamos colocando de lado a centralidade e a supremacia de Cristo sobre todas as coisas? Será que não estamos esquecendo que Ele e somente Ele é a Cabeça do Corpo e que todas as coisas estão sujeitas a Ele? Será que esquecemos que Jesus mesmo é o nosso Sumo-Pastor, Apóstolo, Sumo-Sacerdote e Bispo das nossas almas como ensina a Bíblia? Será que esquecemos que há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem? Será que esquecemos que a obra que Cristo realizou e terminou na cruz foi perfeita, suficiente e eterna?

Estamos crescendo cada vez mais em número, realizando enormes ajuntamentos, sendo até mesmo reconhecidos na mídia e nos tornando profissionais no que fazemos, mas, a qual preço?

De que adianta ganhar o mundo inteiro, mas perder a nossa alma, a nossa sensibilidade, a nossa essência, a nossa simplicidade, a verdade em nosso íntimo, o nosso “assombro” diante da grandeza e majestade de Deus, a nossa capacidade de nos solidarizarmos com a dor do próximo, a nossa consciência, a pureza da mensagem do Evangelho e a confiança na graça, no amor e na absoluta suficiência da obra de Cristo na cruz?

Deus nos ajude a termos de volta a mensagem, a essência e o conteúdo: Cristo em nós é a esperança da glória.

Se você está me lendo, sem entender muita coisa, mas, de algum modo, chegou à conclusão de que nunca parou para realmente refletir sobre o quanto Deus o ama e como Ele se revelou a nós em Jesus Cristo, desejo convidá-lo que faça isto agora.

O Evangelho é extremamente simples: Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo e isto inclui você e eu. Deus colocou os nossos pecados que nos condenavam e separavam dele, não em nossa própria conta, como nós merecíamos que Ele fizesse; mas na conta de Jesus.

É aí que o que aconteceu na cruz foi que Cristo pagou a conta em nosso lugar. Nós estávamos justamente condenados diante de Deus, mas Cristo assumiu o nosso lugar. É aí que a nossa dívida eterna para com a justiça de Deus foi paga, de uma vez por todas e para todo o sempre por Jesus. A justiça de Deus foi satisfeita e nós fomos perdoados e reconciliados com Ele. Jesus fez isto por você e por mim. Está feito.

Agora, Jesus nos chama a crer nele e no que Ele realizou por nós e então passarmos a segui-Lo cada dia no Caminho que é Ele mesmo.

Você quer fazer isto?

Que Deus, em Seu amor e graça, nos ajude.

Paulo Cardoso

 

Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar