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Graça Maravilhosa!
Encontro com a Vida

Há alguns anos atrás preguei uma mensagem que chamei de "Graça Maravilhosa".

Na verdade, o tema que usei é o nome de um hino muito conhecido, escrito no século 18, por um pastor chamado John Newton, um ex-mercador de escravos convertido ao Evangelho de Jesus. O hino que se chama "Amazing Grace" se tornou em inspiração na luta pelo fim do comércio de escravos no Reino Unido.

O hino diz: “Graça maravilhosa, quão doce o som, que salvou um miserável como eu. Eu estava perdido, mas fui achado, era cego, mas agora, vejo. Foi a graça que me ensinou a temer e foi a graça que levou embora os meus medos. Quão preciosa pareceu-me a graça, na hora em que, pela primeira vez, eu cri. Através de muitos perigos, tempestades e ameaças, eu já atravessei. Esta graça me trouxe seguro todo este tempo e esta graça me conduzirá para o lar”.

Com toda a sinceridade, para mim, esta é uma das realidades mais negligenciadas e esquecidas nas pregações e canções dos nossos dias. Comentei, até mesmo, na mensagem mencionada, que quando examinamos os hinários antigos, encontramos muitos hinos que falam da cruz de Jesus e da graça extraordinária de Deus e como isto parece estar em falta em nossos dias.

Porque por mais que diversas pessoas que falam de Deus usem a palavra "graça"; na grande maioria das vezes, elas não estão falando da mesma Graça que o Evangelho de Jesus nos revela. Pelo menos, não como o Evangelho a apresenta. Porque, como Paulo escreveu aos romanos, "se é pela graça já não é pelas obras, do contrário a graça não é graça".

É aí que enquanto não descansamos das nossas próprias obras como Deus descansou das suas, quando terminou a Sua Criação, ainda não compreendemos a graça de Deus revelada em Jesus. Descansar das nossas obras fala de confiar apenas em Cristo e no que Ele consumou por nós na cruz e não em nossas justiças, merecimentos, conquistas ou realizações. É crer que como Jesus bradou do alto da cruz: "está consumado"! E isso não apenas no momento da nossa conversão a Cristo, mas por toda a nossa caminhada de vida.

Nós não só somos salvos pela graça, de graça, única, exclusiva e totalmente pelo que Jesus realizou e consumou na cruz em nosso lugar; como nós, também, somos aperfeiçoados, santificados, transformados e permanecemos na fé, única e tão somente, pela mesma graça maravilhosa de Deus!

Na verdade, tudo que somos e recebemos de Deus é por Sua graça dada a nós.

É aí que cessa todo o orgulho humano. É aí que terminam as vaidades humanas. É aí que não existem mais ostentações. É aí que param os juízos humanos. É aí que acabam as performances e os desempenhos de espiritualidade para os outros verem ou para provarmos "para Deus" ou para nós mesmos que somos santificados o bastante. É aí que acabam as competições de quem é o mais abençoado, o mais usado, a mais consagrada ou o mais fervoroso.

Nós não queremos mais chamar a atenção para nós mesmos ou fazer trocas com  Deus, mas estamos apenas seguindo a Jesus, porque tudo é fruto de Sua bondade, amor, misericórdia e graça em nossas vidas. Somos todos vasos de barro com pés de argila, ou como dizia George Whitefield: "mendigos dizendo a outros mendigos onde encontramos pão".

Crer na graça de Jesus nos despoja de todas as nossas pretensões e nos deixa despidos de toda e qualquer imagem de espiritualidade. Somos quem somos e Deus nos ama. Ele é quem vai nos transformar e aperfeiçoar, ensinar e corrigir, fortalecer e amadurecer através de Sua graça e amor.

Crer na graça de Jesus pacifica o nosso ser. O discurso da religião sem amor e do culto da culpa não nos amedronta ou atormenta mais. Fomos conquistados pelo amor de Deus. Cristo deu Sua vida por nós. Ele se entregou na Cruz para que nós possamos viver.

Crer na graça de Jesus nos faz agir por pura gratidão, consciência, devoção e amor.

É totalmente diferente, porque nós somos constrangidos pelo amor de Jesus. É uma consciência que surge em nós e que gera generosidade, misericórdia, ações de graças, humanidade, solidariedade e compaixão.

E ao contrário do que alguns pensam, dizendo que "a graça não é grátis, mas custa caro"; na verdade, a graça não custa nada para quem a recebe, mas custou tudo para quem a oferece a nós: Jesus, nosso amado Salvador.

Crer nisto muda nossa visão. Muda até mesmo o modo como lemos as Escrituras. Mais do que isto, muda o modo como vemos as pessoas; os nossos valores na vida; a nossa busca; o que nos fascina; o que nos entusiasma e o que nos assombra.

Não é do dia para a noite, mas algo que vai crescendo dentro de nós. Como escreveu Paulo, nós somos transformados pela renovação do nosso entendimento.

Minha oração é que você e eu possamos experimentar a graça de Jesus em nossas vidas e sermos tão tomados pela consciência deste favor imerecido e amor incondicional que as coisas comecem a mudar dentro de nós: no nosso entendimento, modo de ver as coisas, a vida, as pessoas e o Evangelho.

Deus nos ajude.

Paulo Cardoso

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