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Meu casamento acabou e pessoas estão me julgando..
Encontro com a Vida


Sei que você deve estar sofrendo muito com tudo isto. É humano. Você é gente. Tem emoções. E você, também, é mulher e mãe.

Então, por favor, não se cobre, pressione ou condene por isto. Não há nada do que se envergonhar por isto. Os mesmos sofrimentos estão acontecendo com muitas outras pessoas como você, agora mesmo, ao redor do mundo. Você não é a primeira, não é a única, e, infelizmente, não será a última.

 

Outra coisa que você precisa considerar: coisas assim acontecem. Acontecem a pessoas humanas. Acontecem a gente de carne e sangue, independente de credo, formação cultural ou história familiar.

Acontece com o ateu e acontece com o crente. Acontece com o agnóstico e acontece com o cristão. Acontece com a executiva de uma empresa, com uma professora primária, com uma bancária e com qualquer pessoa.

 

Acidentes acontecem, relacionamentos vão mal, pessoas ficam doentes, coisas dão errado, tempestades surgem no caminho, nós fazemos escolhas equivocadas.

Isto faz parte do estar neste mundo caído e rachado. Jesus disse: “No mundo tereis aflições”. O salmista disse: “muitas são as aflições do justo”. Deus disse: “Desde agora haverá cardos e espinhos”. Paulo disse: “Em tudo somos atribulados”.

 

Temos aflições, não porque estamos em pecado, estejamos na “prova”, tenhamos saído da vontade de Deus, sejamos amaldiçoados ou por alguém ter feito algum trabalho contra nós; mas, simplesmente, por estarmos no mundo.

 

Será que é tão difícil para um crente aceitar isto? Quando Jesus e seus discípulos encontraram um cego de nascença (João 9), a pergunta foi: “Senhor, quem pecou para que este nascesse cego, ele ou seus pais?”

 

Ou seja, nós sempre achamos que se há uma conseqüência, necessariamente, tem que haver uma causa. De quem é a culpa? Quem está pagando pelo erro de quem? Quem está expiando a culpa de quem? Você se lembra qual foi a resposta de Jesus? Nem ele pecou e nem seus pais, mas foi para que nele se manifestassem as obras de Deus.

 

Ou, quando Jesus comentou as últimas notícias do dia com seus discípulos (Lucas 13) e perguntou: Vocês acham que aquelas pessoas sobre quem desabou a torre em Siloé eram mais pecadoras que as outras, só porque isto aconteceu a elas? Não, mas se vocês não se arrependerem, todos, igualmente, perecerão. Ou, vocês acham que aqueles cujo sangue Pilatos misturou com seus sacrifícios eram mais pecadores que os demais para isto ter lhes acontecido? Não, mas eu digo que se vocês não se arrependerem, todos, igualmente, perecerão.

 

Com todo respeito, quem crê na lei da causa e efeito são os que crêem no espiritualismo – não quem crê no Evangelho de Jesus. Porque no Evangelho não há carma, nem lei moral de causa e efeito, nem as coisas acontecem por méritos ou deméritos.

 

A pergunta não é: Por que coisas ruins acontecem num mundo como o nosso? A pergunta é: Por que coisas boas ainda acontecem num mundo como o nosso? E a resposta é: Porque Deus é bom. Porque Deus age com graça. Porque Deus concede Seu favor até a quem não o merece. Porque tudo é fruto da compaixão dEle.

 

O fato é que a Criação inteira geme aguardando o dia da redenção. E nós gememos também. O sol nasce sobre justos e injustos, a chuva desce até sobre os ingratos e maus. Não vivemos de merecimentos ou desmerecimentos. Vivemos num mundo cheio de pessoas que estão doentes da alma, numa sociedade com valores, completamente, distorcidos onde as pessoas são vistas como "árvores que andam" (como aquele cego que Jesus curou estava, a principio) vendo as pessoas.

Mas, ainda assim, Deus continua sendo bom, misericordioso, compassivo, amoroso e gracioso. E, ainda há gente muito boa, sincera e sensata no mundo, graças a Deus. Você ficaria surpresa como pode encontrá-las por aí, nos lugares onde menos espera.

 

É aí que para sobreviver neste mundo, precisamos escolher confiar no amor de Deus  por nós e amar a nós mesmos. Precisamos escolher confiar que Deus nos ama de um modo incompreensível; inesgotável, extraordinário e invencível e precisamos escolher que vamos ser, como nunca antes, nossos melhores amigos. Tudo que faríamos por um grande amigo é o que precisamos escolher fazer por nós mesmos.

 

Por isto, mais que qualquer outra coisa, a pessoa que você mais tem que tratar, neste momento é você mesma. Cuidar de sua alma, fazer bem a ela, ser sua amiga e companheira, se redescobrir como pessoa, acalmar e ninar a sua alma. Não foi isto que o salmista disse que fazia com a sua alma, no Salmo 131: que ele a tratava como uma criança de colo? Sua alma é esta criança. Então, cuide dela.

 

Lembra quando o salmista pergunta para a sua própria alma, nos Salmos 42 e 43: Por que estás assim tão triste, minha alma? Por que você está assim tão abatida dentro de mim? Ponha sua esperança em Deus. Ele é o teu Salvador e o teu Deus.

 

Seu marido pode ter ido embora, mas Deus não foi. Ele pode ter dito coisas duras a seu respeito, mas Deus conhece você como ninguém mais. E você sabe o que é verdade e o que é mentira.

O que importa não é o que os outros dizem a seu respeito, mas o que Deus diz e o que você diz para si mesma. O importante é a sua opinião a respeito de si mesma. A fé que tens, tem-na para ti mesma, diante de Deus. Não é assim que a Bíblia diz?

 

Você é a amada de Deus. Não, apenas, a mãe - mas, a filha amada em quem Deus tem prazer. Ele, realmente, ama você e está com você atravessando este momento difícil, segundo a segundo. Esta é a razão de você estar viva.

 

Nunca esqueça que os momentos mudam, mas Deus não. Podemos estar, num momento, junto às águas tranqüilas e nos pastos verdejantes e no momento seguinte, no vale da sombra da morte e na presença dos nossos adversários. E isto, simplesmente, porque todos estes cenários fazem parte deste mundo. Mas, uma coisa jamais muda: Deus.

Ele nunca vai te deixar e jamais vai te desamparar. Ele ama você incondicionalmente. Sem condições. Sem esperar nada em troca. Sem barganhas. Sem trocas. Sem retribuições ou compensações.

 

Ele ama você porque você existe. Ele criou você. Ele desejou você. Ele viu você ainda no útero da sua mãe e quis você. Ele conheceu a sua alma e não te desprezou. Ele sabe tudo a seu respeito, conhece toda a sua história, suas lágrimas, suas frustrações, tristezas e decepções.

 

Você não é o que os outros dizem que você é. Você não é quem seu ex-marido disse que você é. Você tem valor em si mesma. Você é importante em si mesma. Você é alguém. Antes que ele surgisse em sua vida, você já era alguém, e agora, que ele se foi, você continua sendo alguém. Talvez, você precise parar e pensar nesta pessoa que foi se perdendo ao longo do caminho que é a verdadeira você que nem mais você reconhece.

 

Às vezes, nós nos esquecemos de quem nós somos, de tanto que queremos ser quem os outros esperam que nós sejamos. E aí nós nos perdemos, porque Deus não nos criou para ser quem os outros cobram que nós sejamos; Ele nos criou para sermos, apenas, nós mesmos.

 

Este é o momento de você se reconciliar com você mesma. Parar de se culpar, condenar, cobrar, pressionar e exigir tanto de si mesma. Parar de tentar ser a super heroína e a poderosa, para ser, apenas, você. E gostar de ser você. E voltar a se apreciar como pessoa e ser humano que é, independente de qualquer relacionamento. Porque você foi feita à imagem e semelhança de Deus.

 

Faça por você o que você faria pela sua melhor amiga, se você soubesse que ela estava atravessando um momento como este. Diga, para si mesma, as palavras que você diria para ela. Seja sua melhor amiga. Lembra do que Jesus ensinou sobre amar ao próximo como a si mesmo? Ame a si mesma. Faça o bem a si mesma.

 

Há uma grande doença na vida de muitas pessoas. E isto acontece com todo mundo. É a doença dos “outros”. O que os outros vão pensar, o que os outros vão dizer, o que os outros estão comentando, o que os outros estão achando, como os outros estão administrando, como fica a nossa imagem diante dos outros e assim vai.

 

Só que viver assim só gera doença na alma. O salmista disse: “Senhor, não é soberbo o meu coração e nem altivo o meu olhar. Não ando à procura de coisas grandes e maravilhosas demais para mim”.

 

Você não tem que provar nada para os outros, não tem que parecer nada para eles, não tem que viver se explicando, se justificando, se inocentando, se martirizando e se torturando por causa dos outros.

 

Deixe que os outros pensem o que quiserem. Quem deu a vida por você na cruz foi Jesus Cristo, e Ele está com você. Escolha amar os outros, mas não permita que o que eles pensam, falam ou comentam faça diferença em sua vida. Você não pode mudá-los; então, não perca tempo com isto. Simplesmente, escolha que você vai continuar a viver.

 

Dê a si mesma o direito de viver. Você tem todo o direito de chorar e ninguém tem o direito de cobrar, julgar ou condenar você por isto – mas, você tem todo o direito de voltar a viver, a sorrir e a amar a vida que Deus te deu para viver.

 

Acho que o que mais precisamos aprender - nós que falamos em nome de Deus - é que não existe Evangelho sem amor, graça, misericórdia e compaixão. Simplesmente, não existe. Porque o Evangelho é a graça de Deus se manifestando aos homens. Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo os homens e nos confiou a mensagem da reconciliação. Este é o Evangelho. Ele pagou a nossa dívida. E a igreja só é o que Jesus desejou que ela fosse quando ela se torna expressão desta graça na vida e na história. Ela só cumpre seu papel quando faz como Jesus, se veste de gente, se torna humana, se auto-empobrece para enriquecer os outros, desce do trono para pisar o chão empoeirado da existência humana.

 

Você não foi e nem está abandonada. O Senhor, o teu Criador, é o teu marido (Isaías 54).

 

Você pode até ter cometido erros no seu relacionamento conjugal. Eu não estou aqui para julgar você. Todos cometem. Mas, agora, não é hora de se condenar e cobrar por isto, é hora curar as feridas, aprender e crescer com tudo que aconteceu.

 

Ninguém pode se tornar todo o nosso mundo ou nós vamos nos decepcionar profundamente. Nós não podemos deixar de cuidar de nós mesmos e nos abandonarmos, completamente, para vivermos em função de uma outra pessoa, ou vamos nos decepcionar profundamente. E nós não podemos esquecer que pessoa foi aquela que a outra conheceu e por quem se interessou e que com o tempo fomos deixando de ser por causa de pressões, cobranças, culpas ou medos. Mas, com o tempo, começamos a perceber tudo isto.

 

Uma coisa importante para todos nós é aprendermos a falar a verdade conosco mesmo. Eu não posso começar a generalizar as coisas, por causa do que aconteceu e achar que todos são assim, que sempre é assim, que com todo mundo é assim, que nunca vai ser diferente.

 

Eu, também, não posso ver a coisa maior do que ela, realmente, é, e começar a aumentar as coisas a tal ponto que elas comecem a me sufocar e minar a minha esperança. Eu preciso trazer cada coisa, cada fato e cada pessoa para o seu tamanho real.

 

Eu, também, não posso ficar tentando imaginar ou presumir o que os outros estão pensando a meu respeito. Eu não sei o que eles estão pensando e ficar tentando imaginar isto não vai me fazer bem algum.

 

Eu, também, não posso começar a colocar rótulos em mim mesmo, nas pessoas ou na situação que me aconteceu. Ninguém é inferior, pior ou menos querido de Deus por causa disto. Isto não tem nada haver com a sua fé ou comunhão com Deus ou com a sua capacidade como pessoa ou como mulher.

 

Também, eu não posso levar as coisas para os extremos e começar a pensar a vida em termos de tudo ou nada, sempre ou nunca, isto ou aquilo, preto ou branco, certo e errado. Eu tenho que ter espaço para algumas tonalidades de cinza na minha vida.

 

Eu, também, não posso só ver as coisas ruins de uma situação, como se tudo tivesse sido uma grande, completa, absoluta e total desgraça, porque não é verdade – eu preciso aprender a ver os pontos positivos dela, que, com certeza, em algum momento e de alguma forma existiram.

 

Daí que você começa a falar consigo mesma, por exemplo: A situação é constrangedora? É. Mas é o fim do mundo? Não.

 

Você gostaria que estivesse acontecendo? Claro que não. Mas, é o seu fim? Absolutamente não.

 

O que os outros falam é desagradável? É claro. Mas, pode arruinar sua vida? Nunca.

 

O que aconteceu é doloroso? É. Mas, diz algo final sobre quem você é? Não. Só diz que você é humana e mora no planeta Terra.

 

Pensar assim muda o modo como você escolhe interpretar as coisas. Dói? Dói, mas dói menos.

 

É você quem escolhe como vai olhar para a sua vida. Lembra do que Jesus disse: “Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Mas se os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas”.

 

Ou seja, eu escolho se vou olhar a vida com o olhar do bem, da bondade, da graça, de quem escolhe confiar que Deus existe e que Ele me ama e cuida de mim ou se eu vou olhar a vida com os olhos do mau, da maldade, do juízo, da revolta. É você e só você quem tem que ver as suas próprias oportunidades, com a ajuda de Deus, porque elas sempre vão existir. Não importa a sua idade, sua condição financeira, suas dívidas, seu estado de saúde – a sua vida pertence a Deus e Ele tem tudo sob controle.

 

Não foi Ele quem fez com que nada disto acontecesse, mas nada escapa do Seu controle. Todas as histórias da Bíblia e todas as histórias de homens e mulheres que escolheram confiar em Deus, através dos tempos, são um testemunho disto para nós. Ele é capaz, até mesmo, de transformar nossos piores momentos, em nossos maiores livramentos e oportunidades de crescimento. Basta pensar na vida de José.

 

Não se rotule e nem aceite que ninguém rotule você. Você não é a divorciada, a separada, a traída, a mal amada, a sofredora - você tem um nome. Você, apenas, está atravessando um momento de divórcio, como quatro de cada dez pessoas que se casam. Você não é a fracassada e a destruída. O que aconteceu não define você como mulher e nem como ser humano. Você não deixou de ser a pessoa que Deus criou você para ser. Está tudo aí dentro de você. Você tem capacidades, habilidades, dons, talentos e potencial que nem imagina ter.

 

Lembre-se que Deus sempre nos deixa com o suficiente para recomeçar. E mesmo que aquilo que tenha sobrado, aos seus olhos, sejam, apenas, cinzas: salve estas cinzas e use-as para começar de novo. A essência de tudo está nas cinzas.

 

Você ainda está viva. Você tem um Deus maravilhoso para caminhar com Ele. Há muita gente boa que você ainda pode ajudar nesta vida. Muitas pessoas ainda vão surgir em seu caminho. Não é o seu fim. Não é um ponto final.

 

Apenas, decida que a partir de agora, você vai se amar e cuidar de sua alma. Decida que você vai ensinar seus filhos, não a serem desconfiados e a rotularem as pessoas, mas a se amarem o bastante para sempre escolherem o melhor para si mesmos.

 

Aprenda a ser sua amiga. Não tente preencher o vazio que ficou com alguma outra pessoa. Peça que Deus te ajude a se preencher com o amor dEle, com seu amor por si mesma e permita que os outros amem você, mas sem criar uma dependência doente do amor deles. Não precipite as coisas por carência. Não se resolve um problema criando outro ainda pior.

 

E, se alguém não pode viver o amor e a graça de Deus, a ponto de compreender o seu momento e atravessá-lo, junto com você, sem ficar cobrando, questionando, pressionando ou culpando você – não fique implorando para que eles fiquem do seu lado. Deixe que eles sigam seu caminho. São os amigos de Jó, ou, então, nem são, mas ainda não alcançaram o entendimento do amor e da graça de Jesus. Quem crê na graça de Deus não age assim, porque sabe que foi alcançado com misericórdia demais para não ser misericordioso com os outros.

 

No Evangelho, tudo é graça, tudo é favor, tudo é misericórdia. Nada é merecido, nada é pago, nada é trocado, nada é barganhado, nada é esforço humano, nada é justiça própria. Nós nunca merecemos e nunca vamos merecer. Tudo é fruto do inexplicável e incompreensível amor de Deus por nossas vidas. O amor que o fez descer do Seu trono de glória e subir ensangüentado uma cruz. O amor que fez o pai correr na direção do filho que voltava para casa, sem nem mesmo esperar para ouvir qualquer explicação ou pedido de desculpas. O amor que levou Jesus a dizer ao ladrão da cruz que pediu que dele se lembrasse quando entrasse no Seu reino: Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso.

 

Quem compreende isto, sabe que somos apenas pó. Somos só humanos. Gente que ainda está sendo transformada, curada, tratada, aperfeiçoada, trabalhada pelas mãos de Deus. E por isto mesmo, vive, não de julgamentos, juízos, cobranças, pressões, neuroses religiosas ou culpas - mas, do favor imerecido de Deus. E sai distribuindo este favor para as pessoas ao seu redor. Ninguém merece, é graça. Ninguém faz por onde, é favor.

 

Todos nós vivemos desta generosidade extravagante do Pai. Ninguém é juiz do outro, nenhum de nós ainda alcançou a maturidade, ninguém é maior que ninguém, estamos todos caminhando e precisamos é dar as nossas mãos e levar as cargas uns dos outros com muita compaixão e misericórdia.

 

O problema é quando transformamos o Evangelho em religião e perdemos sua essência. É daí que surgem todas estas doenças que você me relatou: gente fofocando, falando, criticando, se achando ofendidas e se afastando. Quando eu, realmente, sou exposto ao amor de Deus e passo a crer nEle, eu faço como o publicano da história que Jesus contou: Senhor, sê misericordioso para comigo, um pecador.

 

Mas, quem vive de imagens, aparências, posições, elogios, cargos, nomes, títulos, fãs, justiças próprias, glórias humanas, realizações e conquistas, mesmo que em nome da fé – ainda não compreendeu nada do Evangelho de Jesus.

 

Porque o Filho de Deus é manso e humilde de coração. Ele não gritava pelas praças nem fazia propaganda de Si mesmo. Ele nunca esmagou a cana quebrada e nem a torcida que ainda fumegava. Ele era simples, autêntico, verdadeiro, amoroso, misericordioso, compassivo, humilde, terno, servo, cheio de compaixão, sadio, sensato. Ele respeitava as pessoas, as olhava nos olhos, tocava-as com carinho, se importava com elas. Para ele ministério era servir o outro e fazer o bem para ele.

 

Fofocas, comentários maldosos, acusações, disputas e brigas, nada mais são que uma demonstração do que a religiosidade faz na vida de um ser humano, que esquece de ser humano, porque é religioso. A História está cheia de exemplos assim. Em nome de Deus, pessoas foram estigmatizadas, perseguidas e rotuladas de uma forma indigna; desumana e cruel. Mas, Deus nunca respaldou estes desmandos de quem dizia falar em Seu nome.

 

Ele continua sendo o Deus servo, o Rei que se vestiu com uma toalha e lavou os pés dos seus discípulos. Dizer que é cristão, qualquer pessoa pode dizer, mas Jesus disse que sem amor somos como sino que soa ou como bronze que retine. Nada nos aproveita. É quando eu encontro mais compaixão num ateu do que em alguém que se diz “crente”.

 

Mas, o que realmente importa não é o que os outros estão falando de você, mas o que você está falando para si mesma a respeito disto tudo. Você já parou para se ouvir? Será que aquilo que você está, continuamente, repetindo para si mesma, aí no seu interior, não está fazendo mal para a sua alma? Então, aprenda a questionar e a discordar destes pensamentos. Fale a verdade para si mesma. Traga as coisas para o seu tamanho real.

 

Você não tem que se expôr a certas coisas. Você não tem que fazer as coisas só porque é assim que os outros esperam que você faça. Pense em si mesma e pense em seus filhos. Busque sabedoria em Deus. Ele vai ajudar você.

 

Deus ama vocês. Ele não é um déspota, insensível querendo que você mostre que é forte. Pelo contrário, Ele sabe que você depende dEle e que você tem seus próprios limites físicos, mentais, emocionais, financeiros e humanos. Respeite os seus próprios limites. Deus os respeita. Não tente bancar a heroína da fé. Não tenha medo de dizer não para as pessoas, por causa do que elas vão dizer ou pensar ou das expectativas que elas se viciaram em colocar em você.

 

Quer uma sugestão? Simplifique as coisas. Viva e compartilhe a essência do Evangelho. Ame a si mesma e ame as pessoas, com simplicidade e sinceridade. Queira viver a fé de uma forma simples, verdadeira e real com pessoas que queiram isto também. Pessoas vêm e pessoas vão, mas a Palavra de Deus em nossas vidas sempre irá se cumprir. Não adoeça da doença dos outros.

 

Sua vida é única e Deus não desistiu de você. Mas não se cobre demais, faça, apenas, o que você, realmente, pode fazer. E deixe o resto com Deus. Você não tem que salvar as pessoas de si mesmas. Você não tem que viver em função das expectativas, pressões, demandas, cobranças, idealizações ou carências das outras pessoas. Simplesmente, viva o amor de Jesus.

 

Cuide de si mesma e dos seus, sem culpas, sem cobranças e sem medos. Seja sua amiga, faça bem a si mesma. Pense no que esta amiga que é você está precisando neste momento. Saia com ela. Faça coisas que ela gosta. Eu estou falando de você. Você é esta amiga que está precisando da sua atenção. Não se maltrate, não se puna, não se xingue, não se violente emocionalmente. Ame a pessoa que Deus criou.

 

Curta seus filhos. São um presente de Deus. Leia os Salmos e faça deles a sua terapia com Deus. Ore em cima deles, deixe que eles falem com você, de você, para você e em você. Escolha viver. Aceite que você é gente. Você não pode mudar o que aconteceu, não pode mudar as pessoas – mas, pode mudar o modo como interpreta as coisas que aconteceram, o modo como você vai administrar isto e o modo como você fala consigo mesma sobre tudo isto.

 

Não se alimente de sua dor e não alimente a sua dor. Traga de volta coisas boas para a sua vida, por mais difícil que ela esteja. E, quando a angústia, o desespero e a depressão quiserem dominar seu interior, pergunte para si mesma: Por que? Por que eu estou assim? O que eu estou dizendo para mim mesma que está me levando a isto? Ao que eu me submeti que trouxe pensamentos deprimentes à minha mente? Então, comece a dizer para si mesma o contrário de tudo aquilo. Diga que vai passar, que é só uma fase, que você vai conseguir, que Deus é contigo, que Ele está no controle, que Ele é por você.

 

Deus está com vocês. O choro pode durar uma noite – e pode parecer que esta noite nunca tem fim – mas, a alegria vem pela manhã. Vai amanhecer de novo. Deus ainda vai fazer você rir de novo. É só um momento. Difícil. Doloroso. Sem aparentes explicações. Mas, vai passar. Confie nisto. Confie em Deus. As ondas atendem ao Seu mandar: Sossegai. Lembra deste hino? 

 

Espero que estas palavras façam bem a você.

 

Mais algumas sugestões que acho que vão fazer bem a você. Se puder, leia os livros: “O Evangelho Maltrapilho – Brennan Manning – Editora Textus e “Fale a verdade consigo mesmo” – William Backus – Editora Betânia. Você os encontra nas livrarias cristãs ou pela Internet.

 

Outra sugestão é ouvir o nosso programa na rádio 93 FM, todos os domingos, às 22:30 horas. Vale à pena ouvir. Se você estiver fora do Rio de Janeiro, pode ouvir através da Internet, pelo site da rádio: www.radio93.com.br

 

Que a paz de Jesus reine em sua vida.

 

Pr. Paulo Cardoso

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